RAMAL FERROVIÁRIO DO PIRANGA (Estrada de Ferro Central do Brasil) Do projeto ao abandono

Patrício Aureliano Silva Carneiro

Resumo


expansão das estradas de ferro no país é um assunto muito abordado na literatura. O contrário pode ser afirmado acerca do desmantelamento da rede ferroviária brasileira, ocorrida, particularmente, após a década de 1950, quando da opção governamental pelo projeto do “rodoviarismo”. A ditadura militar e a privatização da Rede Ferroviária Federal S.A. em 1996 consolidaram tal política, ao concederem à iniciativa privada a administração de diversas linhas. Hoje em dia, as ferrovias detêm uma participação ínfima na logística do transporte nacional e o Brasil é um dos únicos países de grande dimensão continental que promoveu o desmantelamento do modal ferroviário. Antigos leitos se transformaram em estradas de rodagem; dormentes e trilhos foram retirados ou pilhados pela população; vagões de passageiros e de cargas, locomotivas, pátios de manutenção ferroviária, túneis, pontes, estações etc se encontram praticamente abandonados ou, no último caso, ocupadas como moradias. Antigos leitos foram tomados pelo mato. Um dos exemplos desse desmantelamento se trata do antigo “Ramal do Piranga”, cujo projeto inicial pretendia fazer a ligação, pelo vale do rio Doce, da Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB), em Santos Dumont (MG), com a cidade de Vitória, no Espírito Santo.

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