QUANDO A ESTÉTICA DA PERIFERIA rompe as barreiras espaciais e desce o morro

Fabiane Verardi Burlamaque, Izandra Alves

Resumo


O crescimento urbano desenfreado e a especulação imobiliária têm contribuído para o aumento significativo do que se chama hoje de periferias. Estes espaços cada vez mais são habitados por aqueles que não estão em condições de aceitar ou submeter-se aos projetos arquitetônicos modernos que invadem os centros das metrópoles, conforme teoriza Ana Fani Alessandri Carlos (2001). Condições estas que perpassam por exorbitantes valores monetários que não estão ao alcance da grande maioria da população. Dessa forma, a composição da paisagem urbana não comporta a parcela populacional de baixa renda na pintura do quadro paisagístico central. Nesse sentido, o grande quadro vai se fragmentando e permitindo a composição de telas menores, porém não menos coloridas e intensas; ao fragmentar-se, portanto, a paisagem urbana ganha várias perspectivas, dependendo da tela que faz surgir.


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Referências


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