ZAÍTA A BONECA NEGRA que se desfarela em balas flores

Sávio Roberto Fonseca de Freitas, Camila de Matos Silva

Resumo


O processo de urbanização das cidades brasileiras, no século XIX, se espelhou nas construções europeias com ruas largas e muitas árvores. Devido a isso foram destruindo e espremendo as construções mais pobres para os lugares mais afastados e para as partes altas. Por isso pensar o espaço urbano nas literaturas afro-brasileiras é desafiador, como afirma Regina Dalcastagnè (DALCASTAGNÈ, 2015, p. 42) “um primeiro problema a ser enfrentado por quem procura essa outra perspectiva é a quase ausência de registros escritos,” em que negros e negras estão inseridos nestes espaços. De acordo com esta perspectiva Conceição Evaristo e Carolina Maria de Jesus transitam por esses espaços e nos atentam para negros e negras empurrados para esses espaços desde o período pós-escravidão.


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Referências


ANZALDÚA, Glória. “La consciência de la mestiza”/Rumo a uma nova consciência. Revista Estudos Feministas. Florianópolis, 2005, vol. 13, p. 704-719, 2005;

DALCASTAGNÈ, Regina. Mulheres negras e espaço urbano na narrativa contemporânea. In: Regina Dalcastagnè, Virginia Maria Vasconcelos Leal. (Orgs). Espaço e gênero na literatura brasileira contemporânea. 1ª ed. Porto Alegre: Zouk, 2015. p 41-131;

EVARISTO, Conceição. “A questão dos gêneros nas artes”. Palestra proferida em 26 de setembro de 2015/SESC Palladim/Belo Horioznte/MG;

EVARISTO, Conceição. Becos da memória. Belo Horizonte: Mazza, 2003;

EVARISTO, Conceição. Olhos d’água. Rio de Janeiro: Pallas, 2016;

EVARISTO, Conceição. Depoimento. Organizadores DUARTE, Eduardo de A.; FONSECA, M.N.S. Literatura e afrodescendência no Brasil. Vol. 4. Belo Horizonte (MG): Editora UFMG, 2011.


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