Artigo Original:
Avaliação da ação antiofídica do especiosídeo isolado de Tabebuia aurea em camundongos injetados com o veneno de Bothrops moojeni. PECIBES, 47-53, 2017.

Iluska Senna Bonfá Moslaves, Thalita Ximenes, Simone Bertozi de Souza Vasconcelo, Luciane Candeloro Portugal, Wander Fernando de Oliveira Filiú, Carlos Alexandre Carollo, Mônica Cristina Toffoli Kadri

Resumo


As serpentes do gênero Bothrops são responsáveis por cerca de 90% dos acidentes ofídicos na América do Sul. A Tabebuia aurea é usada para minimizar as reações locais e seu extrato hidroetanólico mostrou atividades anti-inflamatória, anti-hemorrágica e antimiotóxica para o veneno de Bothrops neuwiedi. A partir disso, o composto majoritário dessa espécie, especiosídeo (Esp), foi isolado e sua ação antiofídica avaliada em camundongos injetados com o veneno de Bothrops moojeni (VBm). Para a determinação das atividades hemorrágica e miotóxica (Swiss machos, 18-30g) os grupos foram VBm, Esp, mistura pré-incubada VBm:Esp (1:100) e Esp após a injeção do VBm (VBm/Esp, 1:100). Os resultados (média ± E.P.M., ANOVA, Bonferroni, p<0,05) mostraram que o tratamento com Esp, VBm:Esp e VBm/Esp reduziram a concentração de hemoglobina e a liberação de creatina quinase, induzidas pelo VBm. A análise histopatológica do músculo gastrocnêmio dos animais tratados com Esp mostrou fibras preservadas, ausência de hemorragia e redução do infiltrado leucocitário. Em conclusão, o Esp possui potencial atividade antiofídica e pode ser uma alternativa complementar à soroterapia nos envenenamentos ofídicos.


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