Aprendizagem matemática na Síndrome de Williams-Beuren

Fabio Colins da Silva, Tadeu Oliver Gonçalves

Resumo


A leitura e a escrita de números, por exemplo, são as formas mais complexas de aprendizagem simbólica, pois envolve estruturas funcionais da Cognição Numérica, como o processamento numérico. Nestes termos, qual o desempenho matemático de um aluno com Síndrome de Williams-Beuren no que se refere a compreensão e a produção numérica simbólica e não simbólica? Este artigo é um recorte da pesquisa de doutorado sobre as pesquisas da neurociência cognitiva aplicadas à educação matemática. Assim, este trabalho tem como objetivo descrever e caracterizar o desempenho do processamento numérico (compreensão e produção numérica) de um aluno do 8º ano do Ensino Fundamental com Síndrome de Williams-Beuren. A metodologia da investigação utilizada fundamentou-se em uma abordagem qualitativa do tipo estudo de caso único, pois esta síndrome ocorre em uma estimativa de um indivíduo para cada vinte mil crianças nascidas vivas, além disso, seu diagnóstico necessita de uma equipe multidisciplinar (neurologista, geneticista, psicólogo, psicopedagogo etc.) e por isso inviabiliza um estudo de caso múltiplo. Para a construção das informações foi utilizado o teste neuropsicológico PROMAT que avalia o desempenho da Cognição Numérica (senso numérico, processamento numérico e cálculo). A discussão apontou que o estudante investigado apresenta desempenho no processamento numérico correspondente a um aluno do 3º ano do Ensino Fundamental. Na escrita de números com símbolos arábicos, por exemplo, escreve-os na forma escalonada. Não consegue, em alguns casos, identificar o valor posicional no sistema de numeração decimal. Portanto, essas são disfunções no processamento numérico ocasionadas pela Síndrome de Williams-Beuren.


Palavras-chave


aprendizagem; matemática; síndrome de Williams-Beuren

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