Adaptando o Fantan: Uma Possibilidade para organizar o Ensino de Divisão Euclidiana para Estudantes com Deficiência Visual

Amanda Pasinato Cruz, Felipe Meira Goinski, Natalia Mota Oliveira, Maria Lucia Panossian

Resumo


A formação inicial de professores atentos às necessidades de estudantes com deficiência visual é o tema deste artigo. Para atender o objetivo de analisar as adaptações do jogo Fantan realizadas por licenciandos para potencializar o ensino de divisão euclidiana para deficientes visuais, foram analisados dados obtidos através de um projeto de extensão com a participação de estudantes do curso de Matemática durante um semestre letivo. No projeto, os licenciandos tiveram a possibilidade de organizar o ensino de matemática para estudantes com deficiência visual ao elaborar situações desencadeadoras de aprendizagem. Através dos elementos da Atividade Orientadora de Ensino foram analisadas ações de um subgrupo que adaptou o jogo Fantan para estudantes cegos e com baixa visão de idade entre 8 e 11 anos. As ações dos licenciandos revelaram a preocupação com o desenvolvimento do conceito matemático de divisão euclidiana, e o cuidado com adaptação do material, tornando-o acessível a todos.


Palavras-chave


Ensino de matemática; Deficiência Visual; Divisão Euclidiana; Atividade Orientadora de Ensino.

Texto completo:

pdf

Referências


PANOSSIAN, Maria Lucia; MOURA, M. O.de. O jogo Fantan: explorações didáticas. In: Anais do X ENEM - ENCONTRO NACIONAL DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 2010, Salvador. Educação Matemática, Cultura e Diversidade, 2010. Disponível em: Acesso em: 24 Ago. 2018.

BRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação a Distância. Salto para o futuro: Educação Especial: tendências atuais. Brasília: SEED, 1999. Disponível em: . Acesso em: 26 out. 2018.

BRASIL. SENADO FEDERAL. Lei nº 13.146. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, 2015. Disponível em: . Acesso em: 26 out. 2018.

BRASIL. Lei nº. 9.394. Estabelece as Diretrizes e Bases para a educação nacional. Disponível em . Acesso em: 26 out. 2018.

DIAS, Camila Ehrat. Uma possibilidade de ensino de polinômios para cegos. Trabalho de Conclusão de Curso de Licenciatura em matemática na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Curitiba: 2017.

KRANZ, Cláudia Rosana. O desenho universal pedagógico na Educação Matemática inclusiva. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2015.

LEONTIEV, A. N. Actividad, conciencia, personalidad. 2. ed. Havana: Pueblo y Educación, 1983.

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer?. São Paulo: Moderna, 2003. (Coleção cotidiano escolar). Disponível em:

MOURA, M.O de. A atividade pedagógica na teoria histórico cultural. Brasília: LiberLivro, 2010.

MOURA, M.O. de., et al. ATIVIDADE ORIENTADORA DE ENSINO: unidade entre ensino e aprendizagem. Revista Diálogo Educacional, Curitiba, v. 10, n. 29, p. 205-229, jan./abr. 2010. Curitiba, 2010. Disponível em: https://periodicos.pucpr.br/index.php/dialogoeducacional/article/view/3094/3022>. Acesso em: 07 dez. 2018.

OLIVEIRA, Luiza Maria Borges. Cartilha do Censo 2010 – Pessoas com Deficiência. Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR); Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD); Coordenação-Geral do Sistema de Informações sobre a Pessoa com Deficiência; Brasília : SDH-PR/SNPD, 2012. Disponível em: . . Acesso em 07 dez. 2018.

PORTAL MEC. Ministério da Educação. Declaração de Salamanca: Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais. Espanha, 1994. Disponível em: . Acesso em: 26 out. 2018.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 3.0 License.

Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License

INDEXADORES

      Resultado de imagem para latindex indexador