Percepções de Alunos Cegos sobre sua Formação: contribuições no ensino e aprendizagem de matemática em classes inclusivas

Ana Mara Coelho da Silva, Clara Alice Ferreira Cabral, Elielson Ribeiro Sales

Resumo


O estudo teve por objetivo apresentar reflexões quanto ao ensino e a aprendizagem da matemática, na Educação Básica, frente ao processo de inclusão, sobre a formação de dois alunos com deficiência visual inseridos em sala de aula do ensino regular. Para isso, realizou-se uma entrevista semiestruturada a fim de verificar a percepção que os educandos sem acuidade visual apresentam sobre o processo de ensino e aprendizagem de matemática. Os resultados apontaram que a falta de formação docente contribui para práticas educativas que não permita o aluno se sentir parte do processo de aprendizagem. Com raras exceções, alguns professores se esforçavam para atender os alunos, contudo centravam o ensino na homogeneidade, contribuindo ainda mais para a exclusão escolar. O estudo apontou também a necessidade do dialogismo entre docente e discentes, na premissa de, a partir da escuta, construir estratégias para o ensino inclusivo.

 


Palavras-chave


Ensino da Matemática. Deficiência Visual. Formação Docente.

Texto completo:

pdf

Referências


BARBOSA, L.; SANTOS, W.; SILVA, R.. Discriminação das pessoas com deficiência: um estudo no Distrito Federal. In: DINIZ, D. (Org). Deficiência e Discriminação. Brasília: Letras Livres: EdUnB, 2010. p. 169-195.

BEYER, H. O. A Educação Inclusiva: incompletudes escolares e perspectivas de ação. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 12, n. 22, p. 33-44, jan/jun. 2003.

BRASIL, Declaração Universal dos Direitos Humanos. Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. 1998. Brasília: 1998.

BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas envolvendo Seres Humanos (Resolução CNS no. 196/96). Brasília: CNS, 1996.

BRASIL/ MJ/CORDE. Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas especiais. Brasília, 1994.

CERQUEIRA, J. B.; FERREIRA, E. M. B. Recursos didáticos na educação especial: aspectos para pensar. Revista de Educação, São Paulo, v.2, n. 15. p.24, out. 2000.

COSTA, V. B. Inclusão escolar do deficiente visual no ensino regular. Jundiaí: Paco Editoral, 2012.

FERNANDES, S. H. A. A. Das Experiências Sensoriais aos Conhecimentos Matemáticos: Uma análise das práticas associadas ao ensino e aprendizagem de alunos cegos e com visão subnormal numa escola inclusiva. 2008. 274f. Tese de Doutorado em Educação Matemática. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2008.

FERNANDES, S. H. A. A.; HEALY, L. Diálogos sobre simetria com aprendizes sem acuidade visual: uma análise vygotskyana. Anais do VIII Encontro Nacional de Educação Matemática, Recife, BA, 2004.

FERREIRA, M. C. C.; FERREIRA, J. R. Sobre inclusão, políticas públicas e práticas pedagógicas. In: GOÉS, M. C. R.; LAPLANE, A. L. F. (Orgs.). Políticas e práticas de educação inclusiva. 4 ed. rev. Campinas, SP: Autores Associados, 2013. p. 21-46. (Coleção educação contemporânea).

GLAT, R. Educação inclusiva para alunos com necessidades especiais: processos educacionais e diversidade. In: LONGHINI, M. D. (Org.). O uno e o diverso na educação. Uberlândia: EDUFU, 2011. p. 75-91.

IMBERNÓN, F. Formação docente e profissional: forma-se para a mudança e a incerteza. 9.ed. São Paulo: Cortez, 2011.

JANNUZZI, G. S. M. A educação do deficiente no Brasil: dos primórdios ao início do século XXI. 3. Ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2012.

LIMA, C. A. R. Formação de professores ante a questão da inclusão. In: MANRIQUE, A. L. et al. (Orgs.). Desafios da educação matemática inclusiva: formação de professores, volume I. São Paulo: Editora Livraria da física, 2016. p. 49-71.

LUDKE, M.; ANDRÉ, M. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

MANTOAN, M. T. E. Inclusão Escolar: o que é? Por que? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003.

MARTINS, M. A.; FERREIRA, A. C. Formação de professores para a inclusão de alunos com deficiência visual nas aulas de Matemática: análise de um curso de extensão. Educação Matemática Debate, Montes Claros, v. 1, n. 2, p. 220-245, maio/ago. 2017.

MORAES, M. E. L. A leitura tátil e os efeitos da desbrailização em aulas de matemática. 2015. 319f. Dissertação (Mestrado em Educação em Ciências e Matemáticas). Universidade Federal do Pará, Belém, 2015.

MUNIZ, C. A.; IUNES, S. Componente Curricular: Fundamentos teóricos e metodológicos da Matemática. In: Guia de Formação de Professores das séries iniciais. Livro 9. Uniceub. Centro Universitário de Brasília, 2004, p. 99-103.

OLIVEIRA, A. A. S. Representações sociais sobre educação especial e deficiência: o ponto de vista de alunos deficientes e professores especializados. 2002. 348f. Tese - (Doutorado em Educação). Universidade Estadual Paulista, Marília, 2002.

SANTANA, R. S. Olhar esticado: aprendizagem do número numa perspectiva inclusiva. Campinas, São Paulo: Autores Associados, 2013.

SPLETT, E. S. Inclusão de alunos cegos em classes regulares e o processo de ensino e aprendizagem da matemática.2015. 104f. Dissertação - (Mestrado em Educação Matemática). Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul, 2015.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 3.0 License.

Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License

INDEXADORES

      Resultado de imagem para latindex indexador