ESTRATÉGIAS NANOTECNOLÓGICAS PARA DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO CÂNCER

Alessandro Mariano Costa, Viviane Viana Silva

Resumo


De acordo com a Sociedade Americana de Câncer, milhões de novos casos são diagnosticados a cada ano no mundo.  Como as células tumorais estão presentes em níveis extremamente baixos no sangue periférico, elas só podem ser detectadas em pacientes com tumores avançados. Além disso, as terapias convencionais de câncer muitas vezes podem causar uma variedade de efeitos colateriais tais como lesões nos tecidos saudáveis adjacentes ao tumor. A utilização de nanomateriais como agentes de contraste e terapêuticos tem sido investigada como uma estratégia promissora para solucionar este problema. Nanopartículas podem interagir com biomoléculas tais como enzimas, anticorpos e receptores, tanto na superfície como no interior da célula. A partir de modificação química da superfície, as nanopartículas podem também ser revestidas e biofuncionalizadas com uma variedade de moléculas bioativas para detecção selectiva, bem como para terapia não invasiva do câncer. A combinação de funções terapêuticas e de diagnóstico para uma nanopartícula é um tipo de estratégia nanotecnológica conhecida como Medicina Teranóstica. Neste artigo, são apresentados e discutidos alguns avanços mais recentes no desenvolvimento de nanopartículas para futuras pesquisas e aplicação tecnológicas em medicina.


Palavras-chave


Câncer; Diagnóstico; Nanotecnologia; Medicina teranóstica

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